Educação para a cidadania: Objetivo
transversal da política educativa
Vivemos hoje, mais do que nunca,
numa época de transformação e mudança. A globalização e a explosão tecnológica
a nível de comunicação e informação tornam ainda mais visível o fosso entre os
países desenvolvidos e os países que não têm sequer acesso às necessidades
primárias, assim sendo, cria-se um ambiente de crispação social, quer a nível
local, quer mundial. Não é de estranhar que essa tensão seja transportada
também para o ambiente escolar, onde o comportamento é cada vez mais violento,
onde os resultados de aprendizagem são de níveis baixos, ou simplesmente pelo
sentimento de apatia dos alunos em relação à escola.
A educação para a cidadania alicerça-se nos seguintes vetores
·
Participação ativa e o envolvimento na
vida de uma dada comunidade, sustenta e contribui para a produção de
conhecimento, para a responsabilização, a partilha de culturas.
·
O direito de participar na vida
política, económica e social não significa só por si que o façam ou que todos
os cidadãos tenham a mesmas condições para o fazer
·
A cidadania ativa decorre do sentimento
de pertença dos indivíduos e dos grupos à sociedade em que se inserem e isso
depende também da promoção de condições de inclusão e coesão social, bem como
do desenvolvimento de atitudes e valores
Particularidades da cidadania – Atributos da cidadania
·
Sentido de identidade (encara a
cidadania como prática das liberdades individuais)
·
Acesso a determinados direitos
·
Cumprimento de certas obrigações
·
Interesse e envolvimento pelos assuntos
públicos
·
Aceitação de valores sociais básicos
·
Tratando-se de um conjunto plural a
cidadania pode desenvolver-se em torno de diferentes paradigmas, embora os
próprios paradigmas vão evoluindo (relação entre paradigmas políticos e conceções
de cidadania)
Resumo: Á medida que o exercício da cidadania se torna um processo
de inclusão social, as oportunidades de desenvolver e praticar autonomia, a
responsabilidade, cooperação e a criatividade, contribuem para que em cada
sujeito desponte um sentimento de mérito pessoal.
A prática de cidadania alicerça-se num processo de reflexão crítica
O desafio que se coloca à educação para a cidadania consiste em
determinar quais as necessidades dos indivíduos em termos de informação, dos
saberes, das competências e capacidades que estes devem munir para se tornarem
socialmente empenhados.
Na Educação para a cidadania o mais
importante é contribuir para o desenvolvimento da compreensão intercultural e
de capacidades de tomada de decisão e resolução de problemas
Se o individuo se sente
responsável, parte de uma sociedade, participando crítica e ativamente nela,
cria um sentimento de auto estima, de mérito, o que contribui para uma melhor
preparação e práticas tolerantes face às adversidades, para tal, a educação
para a cidadania, consiste em reconhecer as necessidades individuais de
informação, saberes, capacidade e competências, para que estes se tornem
socialmente empenhados, com certeza que não será com uma lista fixas de normas
e valores, que se vai conseguir transmitir o conceito de cidadania.
O cidadão ativo e responsável deve saber distinguir os vários níveis dessa
cidadania, o exercício dela deve inserir-se tanto na relação dos indivíduos com
as instituições, como com as comunidades, como ainda na dimensão de cidadania
multidimensional, onde o individuo deve ter capacidade de exercer a cidadania
na dimensão pessoal, espacial, social e tempo.