domingo, 18 de maio de 2014

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Objetivo transversal da política educativa


Educação para a cidadania: Objetivo transversal da política educativa

 

Vivemos hoje, mais do que nunca, numa época de transformação e mudança. A globalização e a explosão tecnológica a nível de comunicação e informação tornam ainda mais visível o fosso entre os países desenvolvidos e os países que não têm sequer acesso às necessidades primárias, assim sendo, cria-se um ambiente de crispação social, quer a nível local, quer mundial. Não é de estranhar que essa tensão seja transportada também para o ambiente escolar, onde o comportamento é cada vez mais violento, onde os resultados de aprendizagem são de níveis baixos, ou simplesmente pelo sentimento de apatia dos alunos em relação à escola.

 

A educação para a cidadania alicerça-se nos seguintes vetores

·         Participação ativa e o envolvimento na vida de uma dada comunidade, sustenta e contribui para a produção de conhecimento, para a responsabilização, a partilha de culturas.

·         O direito de participar na vida política, económica e social não significa só por si que o façam ou que todos os cidadãos tenham a mesmas condições para o fazer

·         A cidadania ativa decorre do sentimento de pertença dos indivíduos e dos grupos à sociedade em que se inserem e isso depende também da promoção de condições de inclusão e coesão social, bem como do desenvolvimento de atitudes e valores

Particularidades da cidadania – Atributos da cidadania

·         Sentido de identidade (encara a cidadania como prática das liberdades individuais)

·         Acesso a determinados direitos

·         Cumprimento de certas obrigações

·         Interesse e envolvimento pelos assuntos públicos

·         Aceitação de valores sociais básicos

·         Tratando-se de um conjunto plural a cidadania pode desenvolver-se em torno de diferentes paradigmas, embora os próprios paradigmas vão evoluindo (relação entre paradigmas políticos e conceções de cidadania)

 

Resumo: Á medida que o exercício da cidadania se torna um processo de inclusão social, as oportunidades de desenvolver e praticar autonomia, a responsabilidade, cooperação e a criatividade, contribuem para que em cada sujeito desponte um sentimento de mérito pessoal.

A prática de cidadania alicerça-se num processo de reflexão crítica

 
O desafio que se coloca à educação para a cidadania consiste em determinar quais as necessidades dos indivíduos em termos de informação, dos saberes, das competências e capacidades que estes devem munir para se tornarem socialmente empenhados.

Na Educação para a cidadania o mais importante é contribuir para o desenvolvimento da compreensão intercultural e de capacidades de tomada de decisão e resolução de problemas

 Se o individuo se sente responsável, parte de uma sociedade, participando crítica e ativamente nela, cria um sentimento de auto estima, de mérito, o que contribui para uma melhor preparação e práticas tolerantes face às adversidades, para tal, a educação para a cidadania, consiste em reconhecer as necessidades individuais de informação, saberes, capacidade e competências, para que estes se tornem socialmente empenhados, com certeza que não será com uma lista fixas de normas e valores, que se vai conseguir transmitir o conceito de cidadania.

O cidadão ativo e responsável deve saber distinguir os vários níveis dessa cidadania, o exercício dela deve inserir-se tanto na relação dos indivíduos com as instituições, como com as comunidades, como ainda na dimensão de cidadania multidimensional, onde o individuo deve ter capacidade de exercer a cidadania na dimensão pessoal, espacial, social e tempo.

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