A participação da condução dos
destinos da sociedade, como manifestação de cidadania, não se limita à atividade
política profissional ou ao exercício do direito de voto, mas revela-se
fundamental para todo membro da sociedade, que não deve ser apenas sujeito
passivo das decisões governamentais, mas sujeito ativo que influi
positivamente no processo de tomada de decisão sobre a implementação do
bem-comum numa sociedade civilizada e democrática
A modalidade em que se pode integrar a educação para a
cidadania desenvolvida em Portugal é uma disciplina de “ Educação Cívica”, pois
através destas que se cria o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos
como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis,
críticos, ativos e intervenientes, promovendo atitudes de autoestima, respeito
mútuo e regras de convivência que conduzam à formação de cidadãos autónomos,
participativos e civicamente responsáveis.
A finalidade da educação
para a cidadania consiste em ajudar as pessoas a aprender como se podem tornar
cidadãos ativos, informados e responsáveis. Em suma, o principal objetivo da
educação para a cidadania é formar cidadãos para a vida democrática.
Os alunos aprendem o que
é ser cidadão pela participação em discussões e debates na sala de aula, na
vida escolar e da comunidade e pelas oportunidades colocar em prática as suas
aprendizagens face a situações reais.
A cidadania tem um
conceito plural que se desenvolve em torno de diferentes paradigmas em
sociedade. O paradigma individualista, encara a cidadania como o ensino para
práticas das liberdades individuais (o individuo tem direitos sociais e estes
são defendidos), enquanto no paradigma político encara como uma participação
nos deveres cívicos, institui a democracia como esfera na ação pública, no qual
as obrigações dos cidadão fazem parte do discurso.
O paradigma de identidade coletiva interpreta que é
universal e que contribui para a inserção e prática de valores, a cultura e as
tradições são comuns, tem o indivíduo como pertença na sociedade.
Olá Alexandra,
ResponderEliminarmuitos parabéns pela síntese produzida e gostaria de tecer alguns pontos para reflexões futuras.
Há valores da sociedade, fruto da evolução da espécie humana, que não devem ser decretados. O direito ao voto, por exemplo, deve ou não ser um dever? Estamos perante um acto polémico ou não, porquê?
De seguida, a acção da disciplina de Educação Cívica merece, nas nossas escolas, uma certa reflexão à luz dos contributos, por exemplo, do Prof. Edgar Morin, através dos sete saberes necessários para a educação do futuro. Tal orientação, reside no facto de que o próprio conceito de Educação Cívica necessita de saber pensar fora das barreiras físicas, e não só, das nossas escolas. É necessário saber ultrapassar o armistício que a sociedade projecta nas nossas salas de aula. Como resposta:
1 – As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão
2 – Construir o conhecimento pertinente
3 – Ensinar a condição humana
4 – Ensinar a identidade terrestre
5 – Enfrentar as incertezas constantes no conhecimento científico
6 – Ensinar compreensão por meio do diálogo e do entendimento
7 – A ética do género humano
Cumps,
FF