sábado, 7 de junho de 2014

CONCLUSÕES:


Na minha área de residência não conheço o funcionamento de nenhum CLA. Mas através do fórum da disciplina em causa fiquei a perceber melhor o que é um CLA e o seu funcionamento. Resumindo, na minha opinião, os CLA's são estruturas locais que servem como instrumento de apoio entre a Universidade Aberta e os estudantes, de forma a descentralizar o sistema de ensino da própria Universidade.

É através dos CLA's que os estudantes das diferentes regiões geográficas conseguem realizar as provas presenciais solicitadas nos diferentes cursos.

Os CLA's, visam, como os colegas afirmaram, uma intervenção cultural e educativa, desenvolvendo-se na ALV (aprendizagem ao longo da vida).

Projeto Educativo dos Centros Locais de Aprendizagem da UAb


Projeto Educativo dos Centros Locais de Aprendizagem da UAb


Missão

Favorecer o acesso de amplos setores populacionais à Sociedade da Informação e do Conhecimento, privilegiando a aquisição de competências no uso das Tecnologias Digitais, bem como o desenvolvimento de outras competências (académicas, profissionais, culturais e cívicas) em diferentes áreas.


Objetivos

Desenvolver ações que operacionalizem o funcionamento dos CLAs, Constituindo equipas que garantam o funcionamento dos CLA;
Viabilizando parcerias que assegurem o financiamento dos CLA;
Dinamizando atividades culturais em estreita articulação com as especificidades locais; Divulgando ações promovidas pela UAb e pelos próprios CLA, no sentido da captação de novos públicos.

Potencialidades

Parcerias entre a Universidade Aberta e a sociedade civil;

Confiança que a sociedade deposita na UAB.

Constrangimentos

Visões e formas organizativas excessivamente tradicionais que não propiciam este tipo de trabalho.

domingo, 18 de maio de 2014

CONCLUSÕES......


A participação da condução dos destinos da sociedade, como manifestação de cidadania, não se limita à atividade política profissional ou ao exercício do direito de voto, mas revela-se fundamental para todo membro da sociedade, que não deve ser apenas sujeito passivo das decisões governamentais, mas sujeito ativo que influi positivamente no processo de tomada de decisão sobre a implementação do bem-comum numa sociedade civilizada e democrática

A modalidade em que se pode integrar a educação para a cidadania desenvolvida em Portugal é uma disciplina de “ Educação Cívica”, pois através destas que se cria o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, ativos e intervenientes, promovendo atitudes de autoestima, respeito mútuo e regras de convivência que conduzam à formação de cidadãos autónomos, participativos e civicamente responsáveis.

A finalidade da educação para a cidadania consiste em ajudar as pessoas a aprender como se podem tornar cidadãos ativos, informados e responsáveis. Em suma, o principal objetivo da educação para a cidadania é formar cidadãos para a vida democrática.

Os alunos aprendem o que é ser cidadão pela participação em discussões e debates na sala de aula, na vida escolar e da comunidade e pelas oportunidades colocar em prática as suas aprendizagens face a situações reais.
A cidadania tem um conceito plural que se desenvolve em torno de diferentes paradigmas em sociedade. O paradigma individualista, encara a cidadania como o ensino para práticas das liberdades individuais (o individuo tem direitos sociais e estes são defendidos), enquanto no paradigma político encara como uma participação nos deveres cívicos, institui a democracia como esfera na ação pública, no qual as obrigações dos cidadão fazem parte do discurso.

O paradigma de identidade coletiva interpreta que é universal e que contribui para a inserção e prática de valores, a cultura e as tradições são comuns, tem o indivíduo como pertença na sociedade.

FRAGILIDADES DA CIDADANIA


Segundo Augusto Santos Silva:
A educação para a cidadania há-de ser pois, a educação para a complexidade e abertura e claro que a noção de deveres ou responsabilidades, lhe está inerente.

Esta deve gerar comportamentos sustentados, é necessário equilibrar o planeta, é preciso uma participação mais ativa por parte das mulheres, é necessária uma partilha positiva com os outros.
A educação para a cidadania compreende o desenvolvimento de competências cognitivas, ética-afetivas e sociais

Sinais de alarme/ Fragilidades

Aumento da apatia política e da indiferença ideológica
Absentismo eleitoral massivo
Xenofobia
Intolerância
Violência gratuita
A Europa debate-se hoje com estes problemas e é em parte por isso que se quer reforçar a centralidade da educação na e para a cidadania em todos os níveis de ensino.
É necessário um espaço público em que a cidadania ganha sentido e efeito.

As instituições escolares adotam na sua maioria práticas pedagógicas aproximadas aos valores e competências constitutivas da cultura cívica democrática

Uma prática construída em torno da cidadania, quer dizer implicação ativa das crianças e da sua formação para e nos valores da cultura e participação democráticas

É fundamental a abertura da escola à comunidade local e da comunidade local à escola.

O fenómeno da globalização, inserido na sociedade de informação torna perigosamente visível crescente desfasamento entre regiões, países e pessoas com um elevado poder de compra e aqueles que vêm a sua situação piorar gravemente. Não é pois de estranhar que uma das consequências da sociedade de informação seja o agravamento da crispação social, nomeadamente a nível local, e que estes problemas sejam transferidos para as escolas, criando situações de violência e abandono.

Como mencionou a colega Diana Costa uma das principais fragilidades está relacionada com o aumento da apatia politica e a indiferença ideológica, muitos deixam de acreditar nos aspetos fundamentais da cidadania a abandonam a sua própria identidade, e esta questão leva a outra fragilidade a do Absentismo porque muitos individuo as deixam de acreditar nos procedimentos democráticos. A abstenção mostra a não participação dos indivíduos na vida pública. A desinformação dos cidadãos também poderá ser um dos fatores que leva ao absentismo. Cada vez é mais importante estar informado sobre tudo o que nos rodeia. Para que possamos evoluir ao mesmo tempo que as tecnologias.

A Xenofobia, como afirmou o Prof J. António Moreira, poderá revelar-se como uma ameaça á cidadania democrática. É preciso pensar antes de agir, temos de nos tentar compreender e organizar.

FRAGILIDADES



CIDADANIA - Segundo António Manuel Fonseca


Segundo António Manuel Fonseca, as características mais importantes no que respeita à contribuição da educação para a cidadania e ao papel da escola, são:


• transmitir saberes assentes na relação e na participação
• facilitar a autonomia e identidade pessoal
• promover a inclusão, a solidariedade e a partilha de valores (memória cultural,…)
• criar hábitos de debate, análise de situações concretas [contextos reais], gestão de conflitos, reflexão crítica e codecisão
• capacitar para a ação e transformação sociais (bem comum, lutar por direitos, ação conjunta, …), ou seja, favorecer a capacidade interventiva
• incentivar as virtudes sociais (mérito, gratidão, justiça social, autenticidade, amizade, liberdade,…) e as competências cívicas (coragem, tolerância, compromisso, legalidade, transparência, pluralismo, …)
• aprender fazendo

  

Quanto às características que a organização e a prática escolar deverão ter para contribuir para a educação para a cidadania, salientam-se:

• coerência entre discurso e práticas (não se ensina democracia, exerce-se…)
• abertura à comunidade e à diferença (participação de todos, solidariedade entre pessoas e grupos)
• gestão democrática da escola [organização, atitudes e práticas] incluindo as práticas educativas na sala de aula, envolvendo os alunos a diferentes níveis (direto e/ou representado)
• clima social de liberdade, dignidade pessoal e responsabilidade num compromisso comum (com respeito recíproco)
• proporcionar experiências reais de cidadania vividas pelos jovens (fomento de voluntariado social, entreajuda,…) e refletir sobre elas
• promover novas atitudes e comportamentos em diálogo e cooperação interculturais
• olhar o aluno como cidadão (com direitos e deveres), independentemente da idade e nível escolar

 
Para terminar não podia deixar de citar a seguinte frase do Prof J. António Moreira (Quinta, 24 Abril 2014, 18:11) “ Só um cidadão ativo e embuído de um espirito democrático poderá contribuir para o desenvolvimento que queremos sustentável”.